O impacto de edifícios no caminho da descarbonização em cidades brasileiras

O impacto de edifícios no caminho da descarbonização em cidades brasileiras

Projetos do futuro vão transformar a paisagem e se tornar pilares fundamentais na construção de cidades mais sustentáveis

23/07/2025

greiciramos

Com o futuro do planeta em jogo, a necessidade de soluções sustentáveis nunca foi tão clara como agora. A mudança do clima vem se intensificando, fazendo com que a transformação dos segmentos industriais seja uma prioridade global.

Em 2025, o Brasil sediará a COP30, momento em que líderes de todo o mundo se reunirão para discutir a transição energética e os compromissos de redução das emissões de gases poluentes.

Entretanto, enquanto as indústrias recebem atenção central nesses debates, a construção civil – um dos principais segmentos consumidores de energia e responsável por uma significativa pegada ambiental – ainda não ocupa o devido destaque nas discussões.

Em um cenário no qual o tempo é um fator bastante crítico, a modernização do setor está aquém da urgência que a crise climática exige. Tanto construções novas quanto as existentes precisam ser integradas aos esforços para atingir as metas globais de sustentabilidade, além de promover o fortalecimento de cidades mais resilientes.

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), em 2050, cerca de 68% da população mundial viverão em áreas urbanas que, apesar de representarem apenas 3% da superfície terrestre, consomem 78% da energia.

Isso revela um grande potencial para diminuir o consumo e as emissões. As estruturas conectadas, por definição, utilizam tecnologias avançadas para aprimorar a eficiência operacional e ambiental. No Brasil, com sua verticalização crescente, essa mudança pode ser crucial para atingir as metas de sustentabilidade.

Para renovar a área de edificações, é imprescindível adotar a digitalização e a conectividade como aliadas. Juntas, elas garantem o uso automatizado de recursos e viabilizam a integração com outras infraestruturas, como redes elétricas. Com o auxílio da IoT (internet das coisas) e de ferramentas interconectadas, os imóveis alcançam um novo nível de desempenho.

Um exemplo são os sensores conectados que ajustam a temperatura e a iluminação conforme a  presença de ocupantes, resultando em uma queda significativa de desperdícios e viabilizando uma gestão mais eficiente.

Em regiões nas quais a variação climática é acentuada e eventos extremos, como tempestades e ondas de calor, são cada vez mais frequentes, essas tecnologias se tornam essenciais. Ao integrar sistemas com fontes renováveis, como a solar, é possível criar ambientes mais confortáveis e assegurar que a produção gerada seja armazenada e utilizada adequadamente.

Esses dispositivos são configurados para responder prontamente de forma a ajustar a ventilação e melhorar a qualidade do ar interno, bem como empregar sombreamento dinâmico e ativar geradores, propiciando o fornecimento contínuo durante períodos de alta demanda.

A implementação de soluções em edifícios inteligentes envolve despesas iniciais mas, ao longo do tempo, os benefícios superam os custos, resultando no controle das despesas, maior competitividade no mercado e valorização do imóvel. Ao mesmo tempo, contribui para o aproveitamento mais estratégico dos recursos urbanos.

As vantagens, contudo, transcendem a questão econômica. À medida que mais projetos se tornam  inovadores, cresce a procura por profissionais capacitados, impulsionando a criação de empregos e o desenvolvimento de negócios nos setores imobiliário e de infraestrutura.

Com a adoção de alternativas disruptivas, os projetos do futuro vão transformar a paisagem e se tornar pilares fundamentais na construção de cidades mais sustentáveis e preparadas para os enormes desafios das próximas décadas.

 

Reportagem publicada por: Canal Solar

Publicado em 05/03/2025
https://canalsolar.com.br/impacto-edificios-descarbonizacao-economia-energia/

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